“Um ano da maior greve no serviço Publico Federal”

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Um ano da greve. De onde viemos, para onde vamos.

Colegas,

No último domingo 04/09 completamos um ano da maior greve,não só da nossa categoria, mas de todo o serviço público federal. Foram 165 dias parados, com pontos cortados, enfrentando todo o açoite e bombardeio do então governo federal petista, com a cumplicidade de alguns membros do MPF que silenciaram todo o período para depois atacarem a ANMP.

Diante do absoluto silêncio do então Governo Dilma , empenhado em nos destruir, entramos em greve em 04 de setembro de 2015, sem saber qual seria o nosso destino naquelas águas turvas e revoltas. Cruelmente e sem piedade para com a população, o governo petista nos impôs um cerco de fome e sede ao estilo “Leningrado”, mas a categoria não cedeu. Cortes abusivos nos pontos, nos salários, ameaças de PAD e exonerações. Por 165 dias enfrentamos o que havia de pior em um governo déspota e autoritário. Conseguimos uma importante aliança política que furou o “bloqueio naval” das esquadras petistas e, em 17 de fevereiro de 2016, à contra-vontade, o INSS e o MTPS assinaram, junto com o MPOG, um Termo de Acordo de Fim de Greve, com importantes conquistas aos associados.

Mas a luta não terminou com o Termo de Acordo de Fim de Greve: tivemos que enfrentar depois a farsa do SRAR-PM, os pontos inflacionados impossíveis de cumprir, o boicote institucional à apuração do trabalho de reposição, o descumprimento do acordo por parte de chefias insubordinadas que, aproveitando o vazio institucional de um Governo em queda livre, se tornaram quase autônomos. O governo petista sentou em cima do nosso PL da greve.

Enfim, caiu o governo do PT. A onda de esperança vivida pela categoria ganhava um novo impulso. O novo governo rapidamente percebeu o desmantelamento da previdência, o rombo de 90 bilhões anuais no benefício por incapacidade. Fomos ouvidos e conduzidos ao Presidente da República, que determinou o retorno da ordem e da moralidade na concessão dos benefícios por incapacidade: combate à corrupção, aos benefícios irregulares, à fraude; com uma imediata valorização da eficiência e da categoria que passou a ser uma realidade. Rapidamente aprovou-se a MP 731 que nos colocou no orçamento. Devido ao traumático processo de impeachment, não houve a chance política de encaminhar rapidamente nosso PL ao Congresso, mas já temos várias confirmações de que o farão agora.

Porém muito mais que um PL com conquistas, a greve nos trouxe respeito. O governo entendeu o poder de mobilização e a união da categoria e, ao invés de querer nos destruir, propôs uma parceria. Os escombros que a má gestão petista deixou no INSS são gigantescos. Impossível caminhar para a frente sem um esforço concentrado para limpar todo esse mar de lama e montanhas de irregularidades.

O primeiro desafio foi posto: Gerenciar os
benefícios de longa duração, em especial os judiciais, que desde 2013 cresceram em curva vertiginosa, fruto da má gestão, da improbidade e da falta de competência das gestões petistas. Muitos se queixam ,com razão, que já fizeram muito, porém temos que entender que até antes da greve, nosso trabalho hercúleo era anulado pelo Governo, que nos transformou em enxugadores de gelo enquanto criava atalhos para fazer uma verdadeira bolsa previdência, com a chancela tácita dos procuradores da república amigos, que nunca frearam o ímpeto governista.

Agora nosso trabalho terá efeitos reais sobre a nossa carreira: Conseguimos muitos avanços como o fim do PR, teto máximo de 15 pontos/perícias, CRER fora da agência, revisar os benefícios crônicos, mudar os fluxos de trabalho e muito mais virá em breve. A ANMP se tornou politicamente relevante e visível.

Para reestruturar o desmantelo completo que foi feito com o benefício por incapacidade e conseqüentemente com a perícia, precisamos dessa visibilidade e relevância. Só assim conseguiremos recompor e reestruturar a carreira. Nada cairá do céu, não existe almoço grátis. Mas nosso esforço e empenho nos levarão a um futuro com uma carreira valorizada com segurança profissional .

O futuro somos nós que iremos fazer e esse legado ninguém nos tirará.

Diretoria da ANMP

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